DE ONDE VEM MEU COMPLEXO?
Baixa autoestima pode alimentar crenças destrutivas sobre si mesmo.

Por: Maria Cristina

Particularidades físicas, nome diferente, sensação de inferioridade, entre outras muitas causas, podem fazer com que as pessoas desenvolvam complexos ao longo do tempo. Mas isso não é uma regra, já que a origem dos complexos não é bem definida. Afinal, tratam-se de emoções inconscientes que foram reprimidas em algum momento de nossas vidas.

Assim, algo pode se tornar um complexo para um e não para o outro. Mas geralmente o complexo surge a partir de um julgamento. E esse juiz implacável pode ser alguém próximo ou nós mesmos. Mesmo um complexo criado devido a alguma particularidade física é definido pela emoção que criamos a respeito desta característica.

COBRANÇAS E EXCESSO DE COMPARAÇÃO PODEM DESENCADEAR COMPLEXOS

Podemos pensar que a maioria dos complexos aparece em algum momento da infância. Afinal, as crianças estão formando sua personalidade e são muito influenciadas pelo meio em que vivem. Uma criança que tenha alguma particularidade física ou um nome estranho geralmente sofre com apelidos dados pelos coleguinhas ou pela própria família, o que pode gerar um complexo no futuro. Isso ocorre pois alguns padrões são impostos pela sociedade e quando alguém não se encontra dentro de um modelo esperado pode sofrer preconceito e, com isso, criar um complexo.

Penso que é dever dos pais tentar desenvolver a autoestima dos filhos. Excesso de comparação, cobranças e exigências irreais acabam prejudicando as crianças, que podem criar crenças destrutivas que irão prejudicá-los ao longo da vida. Um complexo de inferioridade pode surgir do sentimento de nunca ser bom o suficiente.

"Um complexo de inferioridade pode surgir do sentimento de nunca ser bom o suficiente."

Ou seja, aquela criança que só recebe críticas e nunca é elogiada por alguma atitude pode desenvolver tal crença. Por outro lado, quem é criado sem limites pode criar um complexo de superioridade no futuro.

Contudo, em qualquer momento da vida podemos desenvolver complexos. E nem sempre depende do olhar ou da voz do outro. Às vezes é a maneira equivocada que criamos de reagir às situações do cotidiano. A pessoa pode supervalorizar a opinião do outro em detrimento da sua. Ou, ainda, se cobrar uma perfeição que é impossível de alcançar.

Para eliminar esses complexos é necessário muito trabalho e vontade de mudar. Afinal, quem define os modelos e padrões a serem seguidos somos nós. Aos adultos, podem sempre ensinar suas crianças a lidar com as diferenças, sejam elas quais forem, além de amá-las e educá-las com limites e muito amor. Já aqueles que sofrem por algum complexo, precisam compreender a emoção que está por trás dele, qual sentimento predomina. Em muitos casos a autoestima está inadequada. Então, a tarefa primordial é tentar desenvolvê-la. O amor e a aceitação devem vir de nós mesmos e não do outro. Precisamos descobrir a beleza que existe em cada diferença, pois é ela que nos faz únicos e especiais!


Últimas Notícias
SAFPEBrasil é um Plano Funeral Regulamentado por Lei
Agora toda empresa que comercializa Plano Funeral, precisa ter em seu contrato, as regras previstas na Lei 13.261/06, que Regulamenta essa atividade no Brasil. O SAFPEBrasil, foi a primeira empresa de Pernambuco e se adequar a essa regulamentação, pois já tinha como base o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Idoso, além de já apresentar a descrição detalhada dos serviços, a área de abrangência, valor e o número das parcelas. Com o SAFPEbrasil, seu plano está garantido. É seu direito conhecer a Lei.
Tenha cuidado com crianças de 1 a 4 anos na praia.
TENHA CUIDADO COM CRIANÇAS DE 1 A 4 ANOS NA PRAIA Elas são curiosas e têm a pele mais sensível, exigindo atenção dos pais POR ANA PAULA DE ARAUJO - ATUALIZADO EM 27/12/2013 O sol forte, o mar agitado, as brincadeiras, a areia suja... Os perigos que envolvem uma simples visita à praia parecem se multiplicar quando o foco está nas crianças. Isso porque elas têm a pele mais sensível, estando mais suscetíveis a queimaduras de sol, além de serem mais curiosas e terem a costume de levar tudo à boca. Por isso, cabe aos pais ou adultos responsáveis ficarem atentos às atividades dos pequenos. Especialistas recomendam os principais cuidados a serem tomados com crianças de 1 a 4 anos na praia. CUIDADO COM A AREIA Nessa faixa etária, é comum que a criança queira colocar tudo o que vê na boca, inclusive a areia, o que pode causar problemas de saúde ao pequeno. "A areia oferece inúmeros perigos por conter fezes de animais e viver habitada por pombas, cachorros e gatos de rua. A criança pode se contaminar, contraindo doenças como a toxoplasmose?, afirma a pediatra Alessandra Cavalcante, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Os pais também devem estar atentos a objetos pequenos, como tampinhas e palitinhos de sorvete espalhados pela praia. A temperatura da areia também precisa de atenção. Segundo a pediatra Isabella Assis, do AMA Santa Cruz, em São Paulo, a areia quente pode queimar a pele da criança. "Também é preciso proteger o ouvido da criança para que não entre areia fina, causando incômodos", diz a especialista. Um chapéu pode resolver esse problema - e ainda ajuda a proteger o bebê dos efeitos sol. PÉS DESCALÇOS Não tem problema deixar o seu filho com os pés descalços na areia. "Os pais devem apenas observar se a criança não está com qualquer machucado ou ferida, pois eles servem como porta de entrada para microrganismos e podem infeccionar", diz Alessandra. Um dos riscos é o famoso bicho geográfico, que não é contraído apenas pelo pé, mas por qualquer contato com a pele. VISTA O PEQUENO CONFORTAVELMENTE A regra é simples: quanto mais à vontade a criança estiver, melhor. Prefira roupas de algodão, que deixam a pele respirar. Para a pediatra Alessandra, uma boa opção são camisetas brancas sem mangas - e até a fralda pode ser dispensada. "A fralda acumula umidade e calor e pode favorecer micoses e assaduras", justifica a pediatra Isabella. Se a criança ainda não estiver segura o suficiente para ficar sem fraldas, deixe-a apenas com elas, sem se esquecer do protetor solar e do chapéu. APOSTE EM BOIAS A boia representa uma proteção extra, mesmo para aquelas crianças que já sabem nadar. Para a pediatra Isabella Assis, o modelo mais seguro é o do bracinho. Vale lembrar, no entanto, que essas boias não garantem a total segurança do pequeno, já que as ondas do mar podem ser imprevisíveis. SUPERVISIONE A CRIANÇA DE PERTO Os perigos da praia não são poucos - a criança pode se perder, entrar sozinha no mar, colocar objetos indevidos na boca etc. "Crianças não tem medo de nada, acham que nada é perigoso. Essa é a idade que elas ainda estão descobrindo tudo", observa Alessandra. Por isso, é fundamental que os pais supervisionem todas as brincadeiras de perto. LEVE UMA PISCININHA Para que a criança não tenha tanto contato com a areia, fique sempre ao alcance dos pais e não corra o risco de correr até o mar, a dica das especialistas é levar uma piscininha para a praia, mas procure enchê-la com água doce. ABUSE DO PROTETOR SOLAR Como a pele de crianças de 1 a 4 anos é sensíveis, o FPS mínimo do protetor solar deve ser de 40. Na hora de comprar, fique atento ao rótulo, que geralmente indica que o produto é especial para crianças. Mas, mesmo assim, todo cuidado com reações alérgicas é pouco. "Teste o protetor em uma pequena área e espere meia hora para ver se a criança não terá alergia. Se a região não apresentar nenhuma vermelhidão, o protetor solar está liberado", diz Isabella, que lembra que os cremes com corantes são os que costumam desencadear mais alergias. Outro cuidado lembrado pela pediatra do AMA Santa Cruz é na hora de passar o protetor. "Atenção redobrada na hora de passar o produto na área dos olhos, já que, quando a criança molha a cabeça, o protetor pode escorrer, causando ardência". Vale lembrar que o mormaço também queima, fazendo do protetor solar um item indispensável, mesmo em dias nublados. EXPOSIÇÃO SOLAR SÓ NO HORÁRIO CERTO Se o sol forte faz mal para adultos, imagine para os mais novinhos, que possuem a pele sensível. Segundo a dupla de pediatras, o ideal é que a criança tome sol apenas bem cedinho, antes das 10h (no horário de verão). No entanto, deve-se evitar a exposição direta ao sol. "Isso deve acontecer sempre indiretamente, como embaixo de um guarda-sol", diz Isabella Assis. APENAS COMIDAS LEVES Praia pede alimentação leve para não estragar a brincadeira da criançada. "Os pais devem dar frutas, sanduíches naturais e muito líquido", sugere Alessandra. Frituras devem ser evitadas, assim como alimentos de vendedores ambulantes. "Eles podem estar contaminados ou mal conservados, causando intoxicação alimentar e diarreia, o que pode estragar as férias da família", completa a pediatra do Hospital São Luiz. A melhor opção é preparar alimentos em casa e transportá-los, usando uma bolsa térmica. A regra de que a criança não pode ir para o mar após comer não passa de mito. "Não há nada que comprove. O que pode fazê-la passar mal é uma alimentação pesada seguida de esforço físico, o que é ainda pior no sol forte. Por isso, é importante preferir refeições leves, como sanduíches, saladas, carnes brancas e frutas", diz Alessandra. GARANTA A HIDRATAÇÃO O sol quente e forte faz com que a criança sue muito. Com o suor, no entanto, ela não perde apenas líquido, mas também eletrólitos, como sódio e potássio. Fique atento para fornecer a hidratação adequada para seu pequeno. "Evite refrigerantes, prefira água, água de coco e suco de frutas", indica a pediatra Alessandra. COLOQUE UMA PULSEIRA DE IDENTIFICAÇÃO Essa medida é fundamental para caso a criança se perca. ?Colocar uma pulseirinha nela pode fazer a diferença. Em um minuto, a criança que estava do seu lado some e você não acha mais. Escreva o nome da criança, dos pais e um telefone para contato", ensina Alessandra. "Também é fundamental dar um ponto de referência para a criança, como, por exemplo, uma placa ou um quiosque, avisando que, caso ela se perca, fique lá até alguém ir buscá-la", completa a pediatra.
DE ONDE VEM MEU COMPLEXO?
Baixa autoestima pode alimentar crenças destrutivas sobre si mesmo. Por: Maria Cristina Particularidades físicas, nome diferente, sensação de inferioridade, entre outras muitas causas, podem fazer com que as pessoas desenvolvam complexos ao longo do tempo. Mas isso não é uma regra, já que a origem dos complexos não é bem definida. Afinal, tratam-se de emoções inconscientes que foram reprimidas em algum momento de nossas vidas. Assim, algo pode se tornar um complexo para um e não para o outro. Mas geralmente o complexo surge a partir de um julgamento. E esse juiz implacável pode ser alguém próximo ou nós mesmos. Mesmo um complexo criado devido a alguma particularidade física é definido pela emoção que criamos a respeito desta característica. COBRANÇAS E EXCESSO DE COMPARAÇÃO PODEM DESENCADEAR COMPLEXOS Podemos pensar que a maioria dos complexos aparece em algum momento da infância. Afinal, as crianças estão formando sua personalidade e são muito influenciadas pelo meio em que vivem. Uma criança que tenha alguma particularidade física ou um nome estranho geralmente sofre com apelidos dados pelos coleguinhas ou pela própria família, o que pode gerar um complexo no futuro. Isso ocorre pois alguns padrões são impostos pela sociedade e quando alguém não se encontra dentro de um modelo esperado pode sofrer preconceito e, com isso, criar um complexo. Penso que é dever dos pais tentar desenvolver a autoestima dos filhos. Excesso de comparação, cobranças e exigências irreais acabam prejudicando as crianças, que podem criar crenças destrutivas que irão prejudicá-los ao longo da vida. Um complexo de inferioridade pode surgir do sentimento de nunca ser bom o suficiente. "Um complexo de inferioridade pode surgir do sentimento de nunca ser bom o suficiente." Ou seja, aquela criança que só recebe críticas e nunca é elogiada por alguma atitude pode desenvolver tal crença. Por outro lado, quem é criado sem limites pode criar um complexo de superioridade no futuro. Contudo, em qualquer momento da vida podemos desenvolver complexos. E nem sempre depende do olhar ou da voz do outro. Às vezes é a maneira equivocada que criamos de reagir às situações do cotidiano. A pessoa pode supervalorizar a opinião do outro em detrimento da sua. Ou, ainda, se cobrar uma perfeição que é impossível de alcançar. Para eliminar esses complexos é necessário muito trabalho e vontade de mudar. Afinal, quem define os modelos e padrões a serem seguidos somos nós. Aos adultos, podem sempre ensinar suas crianças a lidar com as diferenças, sejam elas quais forem, além de amá-las e educá-las com limites e muito amor. Já aqueles que sofrem por algum complexo, precisam compreender a emoção que está por trás dele, qual sentimento predomina. Em muitos casos a autoestima está inadequada. Então, a tarefa primordial é tentar desenvolvê-la. O amor e a aceitação devem vir de nós mesmos e não do outro. Precisamos descobrir a beleza que existe em cada diferença, pois é ela que nos faz únicos e especiais!
Como lidar com crianças que se comportam como adultos
Criança tem que ser criança. Entenda por que isso é tão importante e ajude seu filho a crescer mais saudável e... feliz! Publicado em 14/11/2013Reportagem: Gustavo Curcio / Edição: MdeMulher Lembre-se: a vaidade faz parte da vida das crianças. Mas é preciso incentivar também o interesse pelos estudos! Foto: Getty Images Salto alto, maquiagem, beijo na boca... Isso tudo é normal no universo de adolescentes de 14 ou 15 anos, mas não no mundo de crianças de 6 ou 7. Meninos e meninas que se interessam por músicas, filmes, programas de televisão, roupas e objetos impróprios para sua idade podem sofrer de "adultização precoce". Um exemplo disso é quando uma garotinha de 5 anos dança sensualmente como se fosse a cantora Anitta. Por que isso é ruim? "Porque criança tem que ser criança. Ela não pode pular essa etapa tão importante da vida, que é a infância! Isso pode comprometer o desenvolvimento saudável", afirma a psicóloga Camila Muylaert. Quadradinho de oito? Nem pensar! Os filhos são um espelho do comportamento dos pais. A maneira como você se veste, fala e convive com os outros é mais importante para a formação da criança do que os conselhos que dá. "Ouvir conversas de adultos sobre sexo e ter acesso a conteúdos impróprios são um perigo", alerta a psicóloga Camila. Ou seja: evite deixar a criança na frente da TV ou do computador vendo danças como o "quadradinho de oito", por exemplo, que podem trazer prejuízos enormes. Além de perder a inocência da infância, esse contato precoce com o universo erótico deixa as crianças mais expostas ao risco de sofrerem abusos sexuais ou uma gravidez fora de hora. Em casos mais extremos, isso pode até antecipar a primeira menstruação. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos revelou que no início do século passado a menarca (primeira menstruação) ocorria entre os 14 e 15 anos. Atualmente, acontece entre 10 e 11 anos. Isso porque a erotização precoce estimula, antes da hora, a produção de hormônios da adolescência. São os adultos que devem evitar o contato dos pequenos com músicas, programas de TV e sites impróprios para a idade deles. Portanto, exerça o seu papel de mãe com segurança e nunca tenha medo de dizer "isso não pode" para seus filhos. 3 erros que os pais devem evitar 1. Estimular o uso de roupas de adultos Muitos casais incentivam o uso de acessórios e roupas de adulto porque acham bonitinho uma criança "se fantasiar" de miniadulto. A solução: tudo bem deixar a criança andar pela casa com o sapato da mãe para imitá-la, ao brincar. Mas deixar de brincar para ver vídeos de maquiagem pela internet - e ficar se maquiando depois - é nocivo. Proponha atividades mais construtivas, como desenhar. 2. Inventar namoricos entre crianças Insinuar, em tom de malícia, que o filho ou a filha "já" namoram algum amiguinho da escola ou da vizinhança. A solução: namoro não é assunto de criança. Ao fazer esse tipo de brincadeira, o adulto desperta antes da hora o interesse dos pequenos para algo que eles não estão preparados. É muito saudável que meninos e meninas tenham amizade e brinquem juntos numa boa, mas ninguém precisa tratar esse tipo de relacionamento como namorico ou algo assim, combinado? 3. Sobrecarregar de responsabilidades Algumas famílias mandam o filho mais velho arrumar a casa toda, preparar comida e cuidar dos irmãos pequenos. A solução: ajudar em casa é ótimo para o desenvolvimento da criança, mas assumir responsabilidades de um adulto é um peso grande demais para alguém que ainda nem entrou na adolescência. Diminua a quantidade de tarefas do pequeno e garanta que ele tenha tempo para brincar todos os dias. Fonte: Camila Junqueira Muylaert, psicóloga clínica e doutoranda pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Água ajuda a emagrecer
Cair o ponteiro da balança, bem entendido. A velha e boa fórmula H20 ajuda a secar os quilos extras. Acredite: uns goles a mais sempre funcionam. Publicado em 11/09/2013Reportagem: Lia Scheffer Depois de um período entregue às guloseimas e de noites e mais noites de descontrole diante da mesa do jantar, você nota que o peso aumentou. Aí, resolve lançar mão de medidas, digamos, reparadoras. Pois então saiba que um time de especialistas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, descobriu uma estratégia simples, eficiente e barata quando o assunto é perda de peso: tomar água. De acordo com o estudo, quem bebe dois copos do líquido antes de cada refeição dá menos garfadas e, consequentemente, elimina mais quilos que aqueles que abrem mão do líquido. "Ao tomarmos água, a leptina e o PYY, dois hormônios envolvidos no controle da saciedade, são liberados pelo estômago", especula Danielle Fava, nutricionista de São Paulo. A leptina atua no próprio estômago, enquanto o PYY é produzido no momento em que a água chega ao intestino. São eles os responsáveis por enviar a mensagem de que estamos satisfeitos ao cérebro. Ao receber essa informação, a massa cinzenta se contentará com pratos menos fartos. "É como se enganássemos o cérebro", compara Silvia Papini, nutricionista da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior do estado. Beatriz Botequio, nutricionista da Equilibrium Consultoria, em São Paulo, acrescenta: "A própria distensão do estômago provocada pela entrada do líquido também já colabora para a sensação de barriga cheia, freando a comilança". Segundo a pesquisa americana, pessoas de meia-idade e idosos são os maiores beneficiários do efeito emagrecedor da água. Isso porque, com o passar dos anos, o estômago desacelera seu trabalho e tende a levar mais tempo para se esvaziar. "A água fica retida ali, o que prolonga ainda mais o estado de saciedade", afirma Ricardo Rosenfeld, chefe da equipe de terapia nutricional da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro. Ação em conjunto É preciso lembrar que a água, por si só, não é capaz de exterminar os quilos indesejáveis. Para que o resultado seja efetivo, a prática de exercícios físicos regulares e a adoção de uma alimentação leve e balanceada também precisam ser levados em conta. "O correto é investir em uma dieta de baixas calorias e rica em fibras, que incham em contato com a água, o que incrementa a sensação de estômago cheio e contribui ainda mais para a eliminação de peso", aconselha Danielle Fava. Mais benefícios E os goles de água fazem muito mais do que ajudar na perda de peso. Geralmente, o líquido carrega pitadas de sais minerais, como magnésio, sódio e potássio. Também ajuda a regular a temperatura do corpo e eliminar substâncias não utilizadas pelo organismo. "A água ainda compõe aproximadamente 60% do peso corporal do homem e 50% da mulher. E participa de todas as reações enzimáticas do organismo humano", salienta a nutricionista Fernanda Alves, do Hospital Samaritano de São Paulo. Sem contar que hidrata a parede do intestino, fazendo-o funcionar melhor, e promove uma verdadeira faxina, mandando para fora, pela urina, o excesso de sais que sobrecarregam os rins. Daí, os inchaços diminuem. De quebra, sua ingestão favorece a absorção dos nutrientes responsáveis pelo equilíbrio e pela hidratação da pele, o que a deixa mais bonita e evita, indiretamente, o aparecimento de rugas e marcas de expressão. Auxilia até mesmo no combate a problemas respiratórios. Isso porque ajuda as mucosas a produzirem secreções que mandam micro-organismos estranhos para as cucuias. Enfim, não há célula, tecido ou órgão que escapem de sua ação. Porém, para desfrutar de tantos benefícios, é necessário sorver, no mínimo, 1,5 litro por dia. "Diariamente, o corpo perde de 1,5 a 2 litros de água e sais minerais por meio de suor, urina, fezes e até mesmo lágrimas. Isso precisa ser reposto para mantê-lo em forma e saudável", alerta Beatriz Botequio. Não espere a sede chegar "É a desidratação que faz o cérebro acionar a sensação de sede. Portanto, ela só aparece quando o corpo já está desidratado", afirma a nutricionista Danielle Fava. A cor e a quantidade de urina sinalizam como anda a sua hidratação - se estiver escura e pouco volumosa, é um indício de que o corpo está com uma baixa oferta do líquido. Para a digestão, basta um copo Ao contrário do que muitos pensam, beber água durante as refeições faz, sim, bem ao organismo, já que o ajuda a digerir a comida. Só não vale exagerar. "Muito líquido acaba por diluir o suco gástrico presente no estômago, fazendo o efeito inverso", esclarece a nutricionista Silvia Papini. Para acompanhar um bom prato, um copo de 200 ml está de bom tamanho.
1 2 3 4 5 6 7 8 9